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Luís Renato S. Costa
Sou mais presente na ausência.
Textos
Deserto
Nas areias escaldantes, minha sombra me acompanha,
Ora ao lado, ora à frente, em direção à montanha.
Lá o vento traz o frio, que esfria a noite estrelada.
Cometas e meteoros sibilam na madrugada.

Nada se vê ao longe, a imensidão é total.
Nada se vê por perto, a escuridão é letal.
Sem encontrar um oásis, o coração desidrata.
Desvalido se encolhe e bate em concordata.

Minha sombra, indecisa, aos poucos se afasta de mim,
Num canto, ao relento chora, um pranto mudo e sem fim.
Busca no céu, em vão, olhos que nunca esquece.
Cansada, carente e sem forças, no calmo deserto perece.
Luís Renato Silveira Costa
Enviado por Luís Renato Silveira Costa em 03/12/2017
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