Luís Renato Costa
Sou mais presente na ausência.
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Solidão
Mudei de ângulo, para ver a vida de outra forma,
Mudei de lado, saí do conforto e escalei degraus.  
Subi montanhas íngremes e geladas buscando esfriar o coração,
E no silêncio que murmura nas águas de uma ducha, desejei que a tristeza pelo chão se espalhasse.

Juntei todas as folhas que havia no quintal, sem a nenhuma esquecer,
E num pequeno monte ateei fogo, e as vi queimar.
Me transformei no solitário varredor que não escolhe o que descarta,  
E na paz que sempre existe ao final de uma jornada, esperei que a solidão fosse embora e não voltasse.

Acontece que a tristeza, tal qual cão bem treinado, sempre insiste em voltar,
Não acredita no despejo, não se importa com quem sofre, não esquece o lugar.
E sempre que volta prá casa, ao invés de vir sozinha, passa sempre no lixão.
Revira tudo que vê, mexe em tudo que pode e sempre encontra escondida, sob escombros, quase morta, a invencível solidão.  
Luís Renato Costa
Enviado por Luís Renato Costa em 03/12/2017
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