Luís Renato Costa
Sou mais presente na ausência.
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Frozen
Me fiz o mais presente que me foi possível,
Ofereci meus ombros cansados na certeza de que eles suportariam, se demandados fossem, todo o peso do mundo,
Desnudei-me e deixei à mostra todos os meus erros, meus pecados, minhas ilusões e minhas culpas,
Humildemente esperei por migalhas de carinho e amor,
Com a fé do náufrago que ressuscita ao ver no horizonte longínquo resquícios de terra firme, sustentei míseros e parcos sonhos,
Achei que tinha diante de mim uma pequena colina coberta de fina e fria neve branca passível de se desvanecer com o calor do meu abraço,
Mas não fui capaz de perceber quão grande era o iceberg.
Hoje, no mar das emoções, restam irrecuperáveis fragmentos esparsos, endurecidos e imersos na geleira intransponível que, por descuido ou fantasia, e sem sapatos apropriados, me atrevi a desbravar.  
Luís Renato Costa
Enviado por Luís Renato Costa em 03/12/2017
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