Luís Renato Costa
Sou mais presente na ausência.
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Viver
Ainda não sei qual dor é maior,
a de ter e perder ou a de querer e não ter.
Para Kierkegaard, o pensar sempre dói
e para Shopenhauer, viver é angústia, viver é sofrer.
Disse Vinicius que a arte do encontro define o viver e que os desencontros desafiam a arte compondo a vida.
Para aquele que sonha de olhos abertos, viver é encontrar, antes mesmo do encontro, a real despedida.
Se o viver é pensar e o pensar é doer, melhor não pensar,
E deixar que a mente flutue vazia, na paz fugidia, sem cais e sem porto, sem céu e sem mar.
Mas o que é do homem que anda na noite, sujeito ao açoite, sem ter como estrela a luz do pensamento?
- É um cego que chora a lágrima fria, que rola na face, sem nenhum enlace, às custas do vento.
E o livre pensar, mesmo quando traz dor, movimenta a alma, desaloja a tristeza, irradia calor,
Traz mil indagações, dúvidas e senões sobre nossas ações, sobre a morte e o amor.
Qual oscilante pêndulo, que entre o sim e o não, e entre o ir e o vir, desafia a ciência,
Caminho descalço, na cruel terra dura, alternando sanidade com alguma loucura, buscando a razão da presente existência.
Luís Renato Costa
Enviado por Luís Renato Costa em 03/12/2017
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